O
Brasil é o maior produtor e exportador mundial de laranjas. A principal área
produtora é o Estado de São Paulo, produzindo aproximadamente 78% do total, e
supera a produção da Flórida em quantidade de frutas e de SCC (Suco Concentrado
Congelado). O Brasil é responsável por 50% da produção mundial de suco de
laranja e exporta 98% do que produz. Os principais destinos do suco brasileiro são:
a Ásia, a União Européia e os Estados Unidos.
Esta
hegemonia brasileira na produção de laranja vem sendo ameaçada pela ocorrência
de uma das mais graves doenças chamada Huanglongbing (HLB), também conhecida
como greening. Trata-se da mais devastadora das doenças cítricas conhecidas
desde 1919, quando foi diagnosticada na China. O HBL causa hoje muito mais
preocupações e prejuízos aos citricultores que qualquer outra doença, pelo
potencial de progressão e por afetar indistintamente todas as variedades
comerciais.
O
HLB tem a presença e danos confirmados nas maiores regiões produtoras de citros
do Brasil, com destaque para o Estados de São Paulo, onde a doença foi
identificada em 2004. Em São Paulo, esta doença já foi confirmada oficialmente
em mais 253 municípios. Existem relatos, também, nos Estados de Minas Gerais e
Paraná.
A
doença HLB é responsável pelo declínio e morte da planta. Em plantas jovens,
quando contaminadas não chegam sequer a iniciar a produção. Não existe, até o
momento, variedade comercial de copa ou de porta-enxerto de citros imune à
doença.
No
Brasil o principal inseto vetor da doença é a Diaphorina citri, que esta presente em todas as regiões citrícolas
do país. Este inseto se hospeda em todas as variedades cítricas e também na
planta ornamental conhecida como falsa murta (Murraya paniculata). Várias rutáceas usadas como ornamentais também
podem ser hospedeiras. As medidas de controle do HLB são plantio de mudas
sadias, inspeção e eliminação frequente de plantas sintomáticas e controle do
vetor.
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