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sexta-feira, 15 de março de 2013

GREENING NA CITRICULTURA



O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de laranjas. A principal área produtora é o Estado de São Paulo, produzindo aproximadamente 78% do total, e supera a produção da Flórida em quantidade de frutas e de SCC (Suco Concentrado Congelado). O Brasil é responsável por 50% da produção mundial de suco de laranja e exporta 98% do que produz. Os principais destinos do suco brasileiro são: a Ásia, a União Européia e os Estados Unidos.


Esta hegemonia brasileira na produção de laranja vem sendo ameaçada pela ocorrência de uma das mais graves doenças chamada Huanglongbing (HLB), também conhecida como greening. Trata-se da mais devastadora das doenças cítricas conhecidas desde 1919, quando foi diagnosticada na China. O HBL causa hoje muito mais preocupações e prejuízos aos citricultores que qualquer outra doença, pelo potencial de progressão e por afetar indistintamente todas as variedades comerciais.



O HLB tem a presença e danos confirmados nas maiores regiões produtoras de citros do Brasil, com destaque para o Estados de São Paulo, onde a doença foi identificada em 2004. Em São Paulo, esta doença já foi confirmada oficialmente em mais 253 municípios. Existem relatos, também, nos Estados de Minas Gerais e Paraná.


A doença HLB é responsável pelo declínio e morte da planta. Em plantas jovens, quando contaminadas não chegam sequer a iniciar a produção. Não existe, até o momento, variedade comercial de copa ou de porta-enxerto de citros imune à doença.


O agente causador da doença é a bactéria  Candidatus Liberibacter spp. que se estabelece no floema da planta causando sua obstrução,  dificultando a translocação de seiva na planta. Três espécies de bactérias, conhecidas como: Candidatus Liberibacter asiaticus, Candidatus Liberibacter africanus e Candidatus Liberibacter americanus, têm sido associadas ao HLB nas principais regiões produtoras de citros no mundo. No Brasil, a doença esta sendo associada ás bactérias Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus.


No Brasil o principal inseto vetor da doença é a Diaphorina citri, que esta presente em todas as regiões citrícolas do país. Este inseto se hospeda em todas as variedades cítricas e também na planta ornamental conhecida como falsa murta (Murraya paniculata). Várias rutáceas usadas como ornamentais também podem ser hospedeiras. As medidas de controle do HLB são plantio de mudas sadias, inspeção e eliminação frequente de plantas sintomáticas e controle do vetor.

segunda-feira, 11 de março de 2013

IMPLANTAÇÃO DE POMARES CITRICOS




As etapas para implantação de pomares cítricos devem ser rigorosamente seguidas para se obter sucesso nesta atividade agrícola. Sabe-se que as plantas cítricas são perenes, permanecem por vários anos sendo exploradas comercialmente após o plantio. O investimento inicial de implantação da cultura é alto, e deve ser dissociado ao longo da vida útil do pomar, que se bem manejado, pode ser produtivo por 15 a 20 ou mais, no entanto, quando doenças como o HLB (HuangLongBing) ocorrem nos pomares, as plantas devem ser imediatamente eliminadas.
  
Para instalação de culturas perenes, a escolha das mudas é de fundamental importância, e estas devem ser adquiridas de viveiros credenciados. Dois anos após o transplante das mudas a campo, dependendo das condições ambientais e de manejo empregada, estas poderão produzir uma pequena safra conforme. Esta produção ainda não paga os custos de manutenção da cultura, todavia, os frutos devem ser colhidos.

 A produção do terceiro ano (primeira safra comercial) após o transplante das mudas a campo é considerada como sendo a primeira colheita, onde os custos de manutenção do pomar se igualam aos ganhos com a venda dos frutos. Seguindo este raciocínio, as colheitas do quarto, do quinto e do sexto ano após a implantação, que representa respectivamente à segunda, a terceira e a quarta safra, pagarão as despesas de manutenção e o capital investido para implantação do pomar, ou seja, somente no sexto ano após a implantação do pomar, os custos de implantação serão compensados. 

Visto o tempo demandado para o retorno do capital investido (6 anos), a escolha da área de plantio, das mudas e o manejo com a cultura tornam-se fatores que merecem atenção na exploração comercial desta cultura. 

Para nortear a implantação e condução de pomares, consulte um Engenheiro Agrônomo, este profissional está habilitado para lhe orientar na tomada de decisão sobre os pontos importantes, como por exemplo:

Localização do Pomar
  •  Terrenos com menor declividade para facilitar o preparo - aração, gradagens, pulverizações, colheita. Menor quantidade de curvas de nível - melhor aproveitamento do terreno e facilita o manejo e conservação do solo.
  • Terrenos sem problemas com alagamento, para evitar problemas com Gomose.
  • Perto de reservatórios de água (poço artesiano).
  • Se possível próximo de grandes centros consumidores do produto e com estradas conservadas.
Solos preferenciais
  •  Textura média, boa fertilidade, pH entre 6,0 – 6,8 e não compactados.
 Instalação de quebra-ventos
  • Que podem ser temporários e permanentes.
 Dimensões dos talhões
  •  Não devem ser muito grandes, entorno de 2 mil a 3 mil plantas. Talhões grandes dificultam o controle algumas pragas, como por exemplo, o ácaro da leprose. Alem de aumentar os custos com pulverizações e demais tratos culturais e dificultar a Colheita.
 Qualidade e sanidade das mudas
  • Sempre compra mudas certificadas de viveiros idôneos. Não comprar mudas de ambulantes e feiras livres, estas não tem sanidade garantida.
 Escolha de porta-enxertos cítricos
  • Os mais utilizados são: Limoeiro ‘Cravo’ (C. limonia Osbeck), Tangerina ‘Cleópatra’ (C. reshni Hort. Ex. Tanaka), Citrumelo ‘Swingle’ (Citrus paradisi x Poncirus trifoliata), Tangerina ‘Sunki’ (C. Sunki Hort. Ex. Tanaka), Trifoliata (Poncirus trifoliata L.) e Citrange ‘Carrizo’ (P. trifoliata x C. sinensis).
 Espaçamentos de plantio
  • Depende da variedade, quanto maior o potencial de desenvolvimento das plantas maior o espaçamento utilizado. 
  • Depende das condições ambientais onde será instalado o pomar. 
  • Depende do solo – Se arenosos, argilosos, da fertilidade... 
  • Depende da combinação Copa/Porta-Enxerto, como por exemplo:
  1. O porta-enxerto Limoeiro ‘Cravo’ enxertado na laranja ‘Pêra Rio’ - resulta em plantas com alto vigor, plantas com copa maior - demandam maior espaçamento de plantio. 
  2. O porta-enxerto Trifoliata' enxertado na laranja ‘Valência’ - Menor vigor, planta com copa menor menor espaçamento de plantio, quando comparados ao exemplo anterior.
 De modo geral, os espaçamentos mais utilizados são: 2,5 a 3,0 metros entre plantas por 6,0 a 7,0 metros entre linhas.




terça-feira, 5 de março de 2013

CUIDADOS NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE MARACUJÁ

Dicas para Obtenção das Mudas
  • Semear duas a três sementes por tubetes – utilizar substrato de boa qualidade.
  • Irrigar diariamente, tendo o cuidado com excessos de água.
  • Desbastar (deixar apenas uma muda por tubete) quando as plântulas estiverem com 3 cm. O corte das plântulas a serem excluídas deve ser próximo ao substrato. Nunca se deve puxar ou arrancar as mudinhas com as raízes.
  • Na fase de viveiro as mudas podem ser adubadas via foliar com adubos nitrogenados.
  • As mudas estarão prontas para transplante a campo 50-70 dias após semeadura no tubete – 15 a 25 cm de altura.
  • Para formar 1000 mudas são necessárias 130 g de sementes.
  • Pulverizações com produtos a base de cobre evita o surgimento de doenças
  • Excesso de água e sombreamento - problemas com fungos.
  • Obs: as sementes e mudas prontas podem ser adquiridas de empresas idôneas (recomendável) ou serem produzidas pelo produtor, neste caso, para obtenção das sementes o produtor deve colher um (01) fruto de cada planta sadia  Nunca colher vários frutos de uma única planta (incompatibilidade). Cortar os frutos sobre uma peneira, lavar em água corrente para retirada da polpa e secar as sementes limpas ao sol. Estas podem ser semeadas nos tubetes ou saquinhos imediatamente.

IMPLANTAÇÃO DO POMAR DE MARACUJÁS


  • O espaçamento a ser adotado entre plantas deve ser de 3 a 5 m.
  • Entre fileiras nunca deve ser inferior 2 m.
  • Pode-se utilizar também o sistema de fileiras duplas.
Sistema de condução

  • Na escolha do sistema de condução, deve-se considerar o peso da planta e de sua produção.
  • Lembrar que os ramos produtivos são os laterais, de crescimento recente.
  • Até o momento, os mais utilizados são a latada ou caramanchão e a espaldeira.
Espaldeira vertical (Figura ao lado)

  • Feita com 1,7 a 2,0 m de altura, utilizando-se 1 ou 2 ou 3 fio de arame galvanizado n° 12, sendo o primeiro fio no ápice das estacas e os outro a cada 40 a 60 cm.
  • O espaçamento entre os mourões de 4 a 6 m.

Espaldeira em T e em Cruz


  • Neste caso os fios de arame são esticados nas extremidades das travessas de madeira fixadas em cada mourão. Neste sistema os custos com manutenção da estrutura são maiores.
Latada ou caramanchão

  • Beneficia a produtividade na primeira safra e facilita o controle de mato no seu interior.
  • A latada é feita por arames traçados a 1,80 m de altura, suportados por mourões distanciados a cada 5 m, formando-se um “telhado”.
  • Possui alto custo, mas compensado em regiões que apresentam elevadas populações de polinizadores naturais, alcançando elevadas produtividades.
  • A latada é um sistema limitante em regiões em que se utiliza polinização artificial.
  • Proporciona uma elevada incidência de doenças (principalmente a verrugose);
  • Grande incidência de frutos maduros presos entre os ramos, dificultando a colheita.

Produção

  • A produtividade nacional em torno de 10-15 ton/ha (Muito baixa).
  • A irrigação, manejo adequado e polinização manual, o maracujazeiro-azedo pode produzir até 70 ton/ha num período de 3 anos;
  • A maior concentração da produção ocorre no segundo ano após o plantio, podendo chegar a 40 ton/ha;
  • Se o plantio for efetuado em maio ou junho, com irrigação, a colheita se estenderá de janeiro a agosto do próximo ano, podendo produzir no próximo ano, até 30 ton/ha.